Já, há algum tempo, o parlamento, em todas as suas esferas, vem sofrendo um crescente desgaste que preocupa. O descrédito da população no homem público, de modo especial, no parlamentar, é algo que merece nossa atenção, reflexão e tomada de decisões. E, nesse contexto de depreciação da imagem do parlamentar, cabem algumas perguntas: Qual a razão do parlamento está sendo objeto de uma avaliação tão negativa? O que está errado no comportamento e nas ações de Vereadores (as), Deputados (as) e Senadores (as) do Brasil?
Eu arrisco afirmar, que, em grande parte, a responsabilidade é do próprio parlamentar. Senão, vejamos: A forma clientelista como as campanhas eleitorais são desenvolvidas, a relação que as Casas Legislativas estabelecem com o Poder Executivo, a pouca ou quase nenhuma formação da maioria dos eleitos, a falta de iniciativa de leis por parte do parlamento, a relação promíscua que muitos Edis constroem com o eleitorado e com boa parte dos empresários; tudo isso concorre para desgastar a imagem dos detentores de mandato eletivo.
Partindo dessa reflexão perguntamos então o que fazer? Responder a esse questionamento não é tarefa fácil. Muitos estudiosos têm apresentado idéias para recuperar a imagem do político, entretanto boa parte das orientações construídas não tem surtido o efeito desejado. A chave do problema deve está na conduta do homem público e no grau de exigência do eleitor na hora de escolher seu candidato. No ato de escolha, o cidadão comum, quando deposita seu voto na urna, revela que, uma ampla maioria não deseja eleger um legislador e sim um assistente social para atender seus pleitos pessoais ou familiares.
Nesse contexto de depreciação da imagem do homem público uma iniciativa como essa do Primeiro Seminário da Administração Pública, realizado nos dias 4 e 5 de junho de 2009 no Município de Iguaí – Bahia, pelo Jornal Vale do Gongogi e Consulped com o apoio da Câmara de Vereadores de Iguaí, demonstra claramente que nem tudo está perdido e que existem pessoas, políticos e entidades preocupadas com a qualificação do homem público e, acima de tudo, abraçam a defesa das instituições e dos espaços pensados e erigidos para o exercício da Democracia, algo tão caro ao povo brasileiro.
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